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O tipo de calvície mais comum, a androgenética, como o próprio nome diz, é transmitida geneticamente. O seu gene é dominante, ou seja, uma pessoa tem 50% de chance de desenvolver calvície se um dos pais tiver o gene, e 75% de chance se o pai e a mãe forem portadores.
Nas pessoas que possuem tendência genética, a testosterona se transforma em outro hormônio, chamado Dihidrotestosterona (DHT), que se liga ao folículo capilar, fazendo com que ele regrida até desaparecer.
Este processo, com frequência, se inicia após a puberdade, quando há um aumento dos níveis hormonais. Porém nada impede que ocorra em idades mais avançadas. Uma vez iniciado o processo, ele é irreversível. O cabelo que é programado, geneticamente, para calvície, vai cair mais cedo ou mais tarde. Tratamentos clínicos podem retardar a perda do cabelo, mas algum dia ele vai cair, mesmo usando finasterida ou outros medicamentos.
A região frontal e o vértex (coroa) do couro cabeludo são as que possuem maior número de receptores de DHT e, por isso, a calvície é mais freqüente nesses locais.
As regiões temporais (laterais, próximo às orelhas) e occipital (posterior da cabeça) não possuem receptores para DHT, e por esta razão, praticamente, não há calvície nessas regiões.
O microtransplante capilar é a solução definitiva para a calvície, pois utiliza folículos capilares das regiões occipital e temporais, que não têm receptores para DHT, para serem transplantados para as áreas de calvície. Desta forma, os cabelos que nascem após o transplante ficam imunes aos efeitos da DHT. |